terça-feira, 14 de julho de 2015
Sobre você não me amar e eu continuar amando você
O amor se completa quando recíproco
Sendo assim, quando não correspondido
O amor não deixa de existir, nem de crescer
Não fraqueja, não oscila, não acaba quando é verdadeiro
Pois ele não se alimenta da reciprocidade
Na reciprocidade ele se completa e se consuma
Mais o seu alimento parte de um outro lugar
De um outro campo sensível desconhecido e inexplicável do humano
Meu amor se alimenta na beleza do seu sorriso
No brilho do teu olhar, na delicadeza das tuas palavras
No timbre do teu falar, na melodia do seu silencio
No cheiro morno da sua pele,que mesmo a distância vem me perfumar
Meu amor se alimenta na sua existência, na sua essência, na minha “utopia”
De um dia ouvir teu não, em sim vir a si transformar.
O amor tem outras propriedades e impropriedades além do retorno
Mais confesso que é bem verdade que só se completa com o amor do outro
Meu amor por ser verdadeiro não irá morrer mais vive incompleto
Se alimenta do que vem de ti, mais não te possui, então sonha enfim
Em achar saídas, que possa chegar na alquimia
E assim fundir, meu amor com o teu nos gerando vida
Meu amor não é doentio, é amor febril como todo amor
Meu amor, fez de ti meu vicio
Vicio a dar-me vida e compreensão do que é amor
Cleiton Lima
Maranguape 19 de junho de 2015
Maranguape 19 de junho de 2015
Sob o calor do ônibus
Sob o calor do ônibus
O suor na pele
Sob o suor na pele
O salgar da língua
Sob o salgar da língua
O doce do beijo
Sob o doce do beijo
Tua língua em minha língua
Sob o balé das línguas
O dançar dos sonhos
Sob o dançar dos sonhos
O riso na alma
Sob o riso na alma
O amor que nasce
Sob o amor que nasce
A tal felicidade.
Cleiton Lima
Maranguape 22 de junho de 2015
Sobre a distância que insiste em nos separar e a saudade que sabiamente vem nos aproximar
A saudade é avessa a distância
Assim como a distância é avessa ao amor
Por isso de forma maliciosa e sorrateira
A distância volta e meia ou volta e sempre
Busca criar mecanismos maldosos
Para distância e separar os amantes
Cria mal-entendidos, enfatiza palavras mal colocadas
Revela situações já passadas e desagradáveis
Mata o corpo muitas vezes como um ato de separação total
Ou vai matando aos poucos a começar pelo coração e a alma
Dizem que a distância tem sua função como tudo na vida tem
Não sei, até falam que ela só existe para dar ênfase a saudade
Bem sei que naturalmente isso acontece, porém,
O amor em sua completude infinita e verdadeira
Não precisa de distanciamento para ser enfatizado, e sim,
De reciprocidade. É na reciprocidade que o amor se enfatiza
Já que se alimenta de outros elementos que outrora já falei
Em um outro tal “Sobre” tal qual este aqui
Bem sei que quando a distância insiste em nos separar
Algo dentro de mim, que é biológico, espiritual e essencial
Acessar o meu organismo nas suas mais profundas entranhas
Revelando-me não a fraqueza que tenho na sua ausência
E sim, a necessidade que tenho do seu ser em meu existir
Não a fragilidade que me abate quando você vai embora
E sim, a essência existencial que me absolve ao te ver chegar de volta
Para o meu mundo, para mim
Há que me leia nestes transcrito e me ache meloso demais
Romântico demais, demasiadamente excessivo, exagerado
Beirando ao insano, portador de fragilidades emocionais
Dependente solitário, submisso, desprovido de amor próprio
Os contemporâneos mais ousados e sem escrúpulos
Gritariam ao me ver na rua: Louco! Louco de pedra! Louco!
Talvez ouvisse um: Doente! Vai te tratar! Obsessivo!
Aos mais ousados e vulgar fica os comentários finais:
Esse aí só presta é para ser corno!!
Rio diante de todos e me delicioso diante de cada comentário
Antes de me entristecer pela alma de tais condenados
Que nunca se permitiram verdadeiramente provar do amor
Nunca se encantaram com o dialogo dos olhares
Nunca escutaram o falar do silencio magico do olhar meio sem graça
Nunca beijaram o sorriso antes mesmo de tocarem com os lábios
Nunca tiveram taquicardia só de ver a pessoa a distância
Nem sentiram o corpo tremulo, febril, o corpo amolecido
Pelos sintomas anestésicos do amor acontecido
Nunca disseram eu te amo!
Por medo que isso lhes mudasse geneticamente
Nunca ouviram eu te amo, ou se ouviram, não souberam escutar
Entenderam de outra forma, e perderam a oportunidade
De beber na boca, da vida, gotas de felicidades faladas
Talvez por isso não consigam compreender, ou acompanhar
Uma carta de amor, nunca escreveram uma carta de amor
Como deve ser triste a vida de quem nunca escreveu uma carta de amor
Nunca chorou ouvido uma música melosa
Nunca tomou um porre pelo não recebido
Nunca traiu por vingança sem perceber que na verdade traia a si mesmo
Nunca pediu para volta, nunca mandou flores,
Nunca pediu ou deu uma prova de amor sonhada pela pessoa amada
Nunca compôs um poema
Ou escreveu uma simples e sincera carta de amor
Falando dos dizeres próprios dos amores
E finalizando com um doce sincero e singelo
Eu te amo!
Como deve ser triste a vida desses infelizes, senhor!
Como deve ser triste passar pela vida
Sem absolver dela o que há de mais belo
Talvez isso os deixem embrutecidos
O amor nunca vivido em sua essência e sim só “físico”
E “amor físico” não é amor, é necessidade humano
Necessidade orgânica, carnal, ciclo da natureza do homem
Preciso confessar que não guardo magoas nem rancores
Dos infelizes comentários desses infelizes
Sabendo eu que são forjados na ignorância sentimental
De quem nunca se permitiu verdadeiramente conhecer
E sentir em sua gênesis o que é o amor
Nunca foram amados nem amaram sem ser na carne
A eles devoto mais pena que ódio
Preciso também confessar minha culpa nestes comentários todos
Assumo sim publicamente que sou transgressor das palavras melosa
Impertinente das palavras amorosas
E desbravador dos textos sentimentais
Obsessivamente sentimental! Sim, Sou! Conscientemente!
Frágil como a humanidade é
Sensível como o humano necessita ser
E louco, sim, louco, demasiadamente louco por amor
Por que ser “normal” me dar gastura
Talvez seja sim um pouco do que escuto
A gritarem em minhas costas
Só não sou insano de viver sem amor
Talvez essa seja a principal função da distancia
Transformar humanos em desumanos frios e frustrados
A desdenhar de quem ama
Ao dispor da distância estão esses seres
A tentar nos distanciar mais e mais
A favor de nós dois está a saudade
Saudade é palavra que o dicionário não conseguiu ao certo codificar
O racional não consegui com precisão explica
De certo mesmo é que é causada pela distância ou a ausência
Daqueles que amamos!
De certo então é que: Só senti saudade quem ama!
Saudade é sintoma de amor
E enquanto a distância insiste em nos sufocar
A doce saudade que nos uni
Mesmo a distância vem nos relembrar
Que o amor sobrevive em meio aos nãos
Aos obstáculos e ao distanciamento que a vida nos criar
Esperando o momento certo da doce saudade matar!
Assim como a distância é avessa ao amor
Por isso de forma maliciosa e sorrateira
A distância volta e meia ou volta e sempre
Busca criar mecanismos maldosos
Para distância e separar os amantes
Cria mal-entendidos, enfatiza palavras mal colocadas
Revela situações já passadas e desagradáveis
Mata o corpo muitas vezes como um ato de separação total
Ou vai matando aos poucos a começar pelo coração e a alma
Dizem que a distância tem sua função como tudo na vida tem
Não sei, até falam que ela só existe para dar ênfase a saudade
Bem sei que naturalmente isso acontece, porém,
O amor em sua completude infinita e verdadeira
Não precisa de distanciamento para ser enfatizado, e sim,
De reciprocidade. É na reciprocidade que o amor se enfatiza
Já que se alimenta de outros elementos que outrora já falei
Em um outro tal “Sobre” tal qual este aqui
Bem sei que quando a distância insiste em nos separar
Algo dentro de mim, que é biológico, espiritual e essencial
Acessar o meu organismo nas suas mais profundas entranhas
Revelando-me não a fraqueza que tenho na sua ausência
E sim, a necessidade que tenho do seu ser em meu existir
Não a fragilidade que me abate quando você vai embora
E sim, a essência existencial que me absolve ao te ver chegar de volta
Para o meu mundo, para mim
Há que me leia nestes transcrito e me ache meloso demais
Romântico demais, demasiadamente excessivo, exagerado
Beirando ao insano, portador de fragilidades emocionais
Dependente solitário, submisso, desprovido de amor próprio
Os contemporâneos mais ousados e sem escrúpulos
Gritariam ao me ver na rua: Louco! Louco de pedra! Louco!
Talvez ouvisse um: Doente! Vai te tratar! Obsessivo!
Aos mais ousados e vulgar fica os comentários finais:
Esse aí só presta é para ser corno!!
Rio diante de todos e me delicioso diante de cada comentário
Antes de me entristecer pela alma de tais condenados
Que nunca se permitiram verdadeiramente provar do amor
Nunca se encantaram com o dialogo dos olhares
Nunca escutaram o falar do silencio magico do olhar meio sem graça
Nunca beijaram o sorriso antes mesmo de tocarem com os lábios
Nunca tiveram taquicardia só de ver a pessoa a distância
Nem sentiram o corpo tremulo, febril, o corpo amolecido
Pelos sintomas anestésicos do amor acontecido
Nunca disseram eu te amo!
Por medo que isso lhes mudasse geneticamente
Nunca ouviram eu te amo, ou se ouviram, não souberam escutar
Entenderam de outra forma, e perderam a oportunidade
De beber na boca, da vida, gotas de felicidades faladas
Talvez por isso não consigam compreender, ou acompanhar
Uma carta de amor, nunca escreveram uma carta de amor
Como deve ser triste a vida de quem nunca escreveu uma carta de amor
Nunca chorou ouvido uma música melosa
Nunca tomou um porre pelo não recebido
Nunca traiu por vingança sem perceber que na verdade traia a si mesmo
Nunca pediu para volta, nunca mandou flores,
Nunca pediu ou deu uma prova de amor sonhada pela pessoa amada
Nunca compôs um poema
Ou escreveu uma simples e sincera carta de amor
Falando dos dizeres próprios dos amores
E finalizando com um doce sincero e singelo
Eu te amo!
Como deve ser triste a vida desses infelizes, senhor!
Como deve ser triste passar pela vida
Sem absolver dela o que há de mais belo
Talvez isso os deixem embrutecidos
O amor nunca vivido em sua essência e sim só “físico”
E “amor físico” não é amor, é necessidade humano
Necessidade orgânica, carnal, ciclo da natureza do homem
Preciso confessar que não guardo magoas nem rancores
Dos infelizes comentários desses infelizes
Sabendo eu que são forjados na ignorância sentimental
De quem nunca se permitiu verdadeiramente conhecer
E sentir em sua gênesis o que é o amor
Nunca foram amados nem amaram sem ser na carne
A eles devoto mais pena que ódio
Preciso também confessar minha culpa nestes comentários todos
Assumo sim publicamente que sou transgressor das palavras melosa
Impertinente das palavras amorosas
E desbravador dos textos sentimentais
Obsessivamente sentimental! Sim, Sou! Conscientemente!
Frágil como a humanidade é
Sensível como o humano necessita ser
E louco, sim, louco, demasiadamente louco por amor
Por que ser “normal” me dar gastura
Talvez seja sim um pouco do que escuto
A gritarem em minhas costas
Só não sou insano de viver sem amor
Talvez essa seja a principal função da distancia
Transformar humanos em desumanos frios e frustrados
A desdenhar de quem ama
Ao dispor da distância estão esses seres
A tentar nos distanciar mais e mais
A favor de nós dois está a saudade
Saudade é palavra que o dicionário não conseguiu ao certo codificar
O racional não consegui com precisão explica
De certo mesmo é que é causada pela distância ou a ausência
Daqueles que amamos!
De certo então é que: Só senti saudade quem ama!
Saudade é sintoma de amor
E enquanto a distância insiste em nos sufocar
A doce saudade que nos uni
Mesmo a distância vem nos relembrar
Que o amor sobrevive em meio aos nãos
Aos obstáculos e ao distanciamento que a vida nos criar
Esperando o momento certo da doce saudade matar!
Cleiton Lima
Maranguape 23 de junho de 2015
Maranguape 23 de junho de 2015
Sobre o ciúme que me sangra o peito
Assim me disse o dicionário
Não aceitei reli de novo
1 - Estado emocional complexo que envolve um sentimento penoso provocado em relação a uma pessoa de que se pretende o amor exclusivo; receio de que o ente amado dedique seu afeto a outrem; zelo.
De tudo que ele me provocou
Só o zelo é o que ficou
Meu ciúme tem porque
Zelo! Quando se ama se tem zelo pela pessoa amada
É necessidade de proteger-te que me faz por te ter zelo
Querer proteger-te virou agora um erro?
Se ciúme é sinônimo de zelo
Por te tenho zelo, ciúme
Inquestionável e indevido
Meu ciúme é alerta de perigo para ti
Quando te vejo com ele
Mais um ele que você se permite dedicar amor
Pressinto o perigo que te rodeia com uma dor
Mais uma paixão confundida com amor
Mais um olhar que te busca
Não pelo que és mais pelo que tens
Zelo! Meu ciúme agora tem nome. Zelo!
Cuidado! Proteção! Apresso!
Mesmo não te tendo em verdade
Quando te vejo com ele
Essa imagem transpassar meu peito
Sangra meu coração
Causa hemorragia em minha alma
Mesmo só possuindo teu corpo poético
Mesmo só a possuindo em minha poesia
Selei nosso amor em meus versos
Consumei nosso sim, além do não que outrora me diria
Sobre o ciúme não sei falar, versar ou dizer algo
Qualquer coisa que fale não revela meu coração chagado
Qualquer coisa que fale não expõe meu peito machucado
Qualquer coisa que tente fala vai ficar embargado
Preso na garganta sem ganhar passagem
Sobre o ciúme só posso lhe mostrar imagens
Só consigo falar através de semblantes
Só minha imagem pode te revelar o que penso
Sobre o meu ciúme, meu zelo, meu desejo de te proteger
Não há muito o que dizer, pois as palavras não me são companheiras
Sobre meu ciúme sobre você
Só o meu olhar fala
Palavras liquidas que correm em meu rosto rumo ao chão
Só meu olha fala, cabisbaixo, desviando direção
Sobre o meu ciúme sobre você
Meu silencio toma minha defesa
Embebido das lagrimas que me banha
Do vinho que me aquece
Da música que me embala até adormecer desconsolado
No chão frio da minha alma sedenta de ti
Sob teus braços um corpo que não o meu
Sob teus lábios o beijo que não o meu
Sobre teus sonhos a realização que não é comigo
Sobre o meu ciúme o desejo de ser teu e lhe ter aqui comigo
Cleiton Lima
Maranguape 01 de julho de 2015
Maranguape 01 de julho de 2015
Sobre eu me encontrar em você e me perder em mim
Estudei os mapas e todas as possibilidades disponíveis
A cartografia só me revela o que eu já sei
Me orientei pela bússola da vida, e é incrível o que aconteceu
A procura de me encontrar ela me encaminhou para você
Revelei-me em versos outras vezes
Mais confesso que era só poesia
Dessa vez lhe confesso é verdade
Só me encontro ao me perder em você
Me perder é linguagem poética
Na verdade em você eu me encontro
E de mim o que poucos enxergam
Em você é possível se ver
Dentre mim há uma espaço vazio
Só possível preencher com você
Dentre mim você pulsa em meu peito
Dando-me o direito de em minhas veias correr
Corre em meu peito moleque atrevido
Com o desejo aflito de amar você
Sob tua ausência, o teu não, o abismo
O suplicio martírio do prazer suprimido
Me busco em você, porque não me encontro em outro lugar
Me perco em mim mesmo, para poder em ti me achar
Há um espaço habitando entre nós dois
Que só a poesia tem preenchido
Mais esse espaço que a poesia hoje habita
Só se torna abrigo seguro quando no corpo poética
Há o corpo físico que é o seu
Minha poesia é apenas cama
Para que teu calor humano venha me aquecer
Meus versos são apenas palavras melosas
Que tua boca quer possuir
Sob as narinas da minha rima
O cheiro morno da tua pele me inebria
Sob as imagens que ela me sugere
Só tua imagem me vem à mente
Só teu olhar doce e sereno
Me abre espaço para sorrir
Em ti habito não por opção
Em ti habito por solução
Pois é de ti que em mim a alegria brota
E a felicidade implora para eu ser feliz
Em mim sou parte do que sou eu
Em ti sou todo, de um todo que é teu
Em mim me perco para em ti me encontrar
Em ti me busco, porque não me encontro em outro lugar
A cartografia só me revela o que eu já sei
Me orientei pela bússola da vida, e é incrível o que aconteceu
A procura de me encontrar ela me encaminhou para você
Revelei-me em versos outras vezes
Mais confesso que era só poesia
Dessa vez lhe confesso é verdade
Só me encontro ao me perder em você
Me perder é linguagem poética
Na verdade em você eu me encontro
E de mim o que poucos enxergam
Em você é possível se ver
Dentre mim há uma espaço vazio
Só possível preencher com você
Dentre mim você pulsa em meu peito
Dando-me o direito de em minhas veias correr
Corre em meu peito moleque atrevido
Com o desejo aflito de amar você
Sob tua ausência, o teu não, o abismo
O suplicio martírio do prazer suprimido
Me busco em você, porque não me encontro em outro lugar
Me perco em mim mesmo, para poder em ti me achar
Há um espaço habitando entre nós dois
Que só a poesia tem preenchido
Mais esse espaço que a poesia hoje habita
Só se torna abrigo seguro quando no corpo poética
Há o corpo físico que é o seu
Minha poesia é apenas cama
Para que teu calor humano venha me aquecer
Meus versos são apenas palavras melosas
Que tua boca quer possuir
Sob as narinas da minha rima
O cheiro morno da tua pele me inebria
Sob as imagens que ela me sugere
Só tua imagem me vem à mente
Só teu olhar doce e sereno
Me abre espaço para sorrir
Em ti habito não por opção
Em ti habito por solução
Pois é de ti que em mim a alegria brota
E a felicidade implora para eu ser feliz
Em mim sou parte do que sou eu
Em ti sou todo, de um todo que é teu
Em mim me perco para em ti me encontrar
Em ti me busco, porque não me encontro em outro lugar
Cleiton Lima
Maranguape 08 de julho de 2015
Maranguape 08 de julho de 2015
Sobre o tempo e sua veloz passagem e o que trilhamos e alimentamos nesse curto caminho
É hora, sim, já é hora!
É tarde, sim, já é tarde!Não dar mais tempo!
O tempo acabou!
Qual dessas frases já permeou seu pensamento
Diante do que deveria ser feito e não foi?
Quando você ficou adiando até se tornar o nunca ou adeus?
Ou talvez deveria ter dado certo, mais agora não dar mais
O que deveria até hoje ser presente e não ausência?
O que até hoje deveria ser concreto e é só espera?
O que até hoje você sonha mais virou pesadelo?
Até onde você deu asas ao seu medo?
Até onde eles dominam teus nervos?
O tempo corre, não pedi licença, não dar passagem
Não tem trégua, o tempo corre desesperadamente
É preciso situar as nossas urgências
Hoje refiz minha agenda, adiei alguns compromissos
E elegi o que realmente tem urgência e pressa
Acordei as quatro, para contemplar o nascer do sol
Vê-lo desvirginar o céu, banhando-o de vermelho
Para depois lhe lavar de azul piscina
Ouvi o canto dos pássaros dando bom dia ao dia
Beijei beija-flores, caminhei devagar
Observando o que a correria do dia-a-dia não me deixa ver
Vi crianças brincando na rua
Velhinhos de mãos dadas envelhecendo mais diante da vida
Vi namorados noivando, noivos casando
Vi gente nascendo, vi gente morrendo
Vi a vida de bandeja me servindo o que de melhor nela havia
Vi a vida! Simples! Singela! Com cheiro de terra e de gente!
E isso não tem nada a ver com roupa de grife
Carro do ano, conta no banco
Isso não tem na a ver com cor da pele
Sexualidade, religião, politica, idade, berço
Vi a vida de bandeja!
E ela era tudo que não nos permitimos ver no dia-a-dia
E vi também que ela corre
Mais rápido do que podemos acompanhar ou imaginar
Ao meu redor todos se socializavam nas redes sociais
Mais não tinham ninguém de verdade
Sob a intensa e aquecida vida social deles
O frio congelante da solidão
Sob os beijos e abraços e aplausos figurados nos desenhos enviados
O desejo de alguém de verdade
Sob as palavras doces de: Amigo! Saudade! Te amo!
O amargo no peito gritava: Cadê você de verdade?
As palavras eram um esboço sujo e sem sabor
Reflexos desbotados do que gritava suas almas
O que estamos fazendo da vida enquanto ela corre?
E corre... E corre... E corre... E corre!
E nos envelhece, e nos enruga, e nos tinge os cabelos de brancos?
A vida tem pressa em se consumir
É seu destino de fênix se reconfigurar a cada 24 horas
Porém, não é o destino do homem!
Somos efêmeros, e perdidos muitas vezes em tudo
Menos em nós mesmo e na vida
Reprograme sua agenda
O tempo tem pressa e não dar segunda chance
Der mais tempo para você mesmo
Vá a mais a almoços de famílias
Abençoe mais seus sobrinhos e afilhados
Faça mais festinhas e vá mais ao cinema com os amigos
Beije mais na boca, abrace mais
Sorria mais, ser feliz não requer motivos
Ser feliz é solução!
Estude o suficiente, conheça o necessário e indispensável
Conheça a vida! As palavras e sua força, seu jardim
Se não tem plante um, converse com as flores
Tome banho de chuva
Dialogue com seu cachorro
Dance mais ao som do bem-te-vi
Escute os conselhos das crianças, elas sim sabem o que fazem e falam
Caminhe almejado a sabedoria dos mais velhos
Brinque o que a vida não lhe permitiu brincar na infância
Reviva a criança que adormece em tuas entranhas
E renasça em você bondade, a ingenuidade e a pureza
Que habita o mais profundo de nossa gênesis
Ame! Enquanto a vida ainda permite, ame!
E diga as palavras doces, melosas, e piegas de amor
Pois haverá o tempo que você desejará desse-las
E a pessoa amada já não mais estará aqui
Pague os micos necessários e indevidos
Por esse amor vez ou outras
E quando parecer que tudo está normal demais
Pague-os novamente de forma mais piegas possível
Amar vale todos os desafios e riscos que se possa correr
Aos amigos, morra e mate por eles
E não vá dormi sem lhes dar boa noite
Vá a aniversários, formaturas, chá de baby
Chá de panela, de casa nova, de capim santo, de erva-cidreira
Vá a casamento com ou sem roupa nova, com ou sem presentes
Vá a batizados, faça amigos secretos ou da onça
Viva de verdade enquanto a vida ainda permite a vida
O mundo não evoluiu como nos querem fazer acreditar
O mundo na verdade regrediu, mais não nos permitem ver isso
A única evolução clara e explícita
É a da tecnologia de massa de nos afastar um dos outros
Através da comodidade das ilusões
Vá a velórios!
Beba o morto no café, no chá com bolacha, na cachaça
Viva os rituais que nós uni enquanto a vida não nos separa
E se nos separa, viva o ritual da separação para mesmo assim estarmos unidos
A vida tem pressa, e não espera
Então, não espere ela se esvair de você para quere viver de verdade
Viva agora, o hoje é o melhor tempo para se começar e recomeçar
E o momento certo para realizar seus sonhos é no hoje
O momento certo para amar de verdade, é agora!
Cleiton Lima
Maranguape 07 de julho de 2015
Maranguape 07 de julho de 2015
A cumplicidade do amor verdadeiro, Independente do sim e do não
O que mais me encanta em você é sua capacidade sensível de “ser humano” diante de situações em que normalmente as pessoas não se preocupam em ser.
Amor não correspondido dói mais ameniza a dor com o tempo,
Amor rejeitado mata a alma, e o que é pior, aos pouquinhos!
Mesmo não sendo possível corresponder o amor que o outro nutri por você, você não o rejeita, nem o amor, nem a pessoa.
Descobriu que é possível canaliza-lo para outras vertentes do humano e apreendeu direcionar o “amor carnal” em amor amigo, tomou os dizeres próprios do amor em gesto generosos e afetivos de carinho e cuidado um para com o outro independente do que os gera, e sem alimentar a esperar deixa claro que: Estou aqui!
Apesar de não ser possível no momento corresponder o amor a ti devotado, você não o rejeitou, pelo contrário o alimentou de humanidade e respeito, o correspondeu com a cumplicidade da amizade e consegue ver no meu ciúme intenso e constante uma necessidade de quem ama querendo proteger a pessoa amada.
Seu não foi incompleto por opção sua (ainda bem), e isso requer maturidade emocional, seu não, não veio carregado do amargo que é próprio da essência do não. Seu não veio recheado de cuidados para não machucar mais do que ele por si só já machuca, veio delicado para não doer mais do que dói, e veio grato pelo amor que lhe devoto, mesmo você não o podendo corresponder no hoje da forma que eu queria.
Não houve o abandono, pelo contrário, nos aproximamos mais e mais, reafirmando a essência mais primordial do amor, o cuidado.
Quem ama cuida, protege, independente de qualquer coisa, independente da sua reciprocidade.
Nosso amor amigo, que é verdadeiro, e nosso, e não mais só meu, é revelado pela cumplicidade do nosso cuidado um para com outro independente dos “nãos” que meus ouvidos já ouviu da sua boca. A espera do sim ainda existe, mais nem a ênfase do não nem a espera do sim é capaz de destruir o amor construído pelo zelo que a amizade constituem.
O que nos uni já não é nem o sim nem o não, mais o amor em essência, que transcende qualquer situação, quando é verdadeiro, independente do sim ou do não.
Amor não correspondido dói mais ameniza a dor com o tempo,
Amor rejeitado mata a alma, e o que é pior, aos pouquinhos!
Mesmo não sendo possível corresponder o amor que o outro nutri por você, você não o rejeita, nem o amor, nem a pessoa.
Descobriu que é possível canaliza-lo para outras vertentes do humano e apreendeu direcionar o “amor carnal” em amor amigo, tomou os dizeres próprios do amor em gesto generosos e afetivos de carinho e cuidado um para com o outro independente do que os gera, e sem alimentar a esperar deixa claro que: Estou aqui!
Apesar de não ser possível no momento corresponder o amor a ti devotado, você não o rejeitou, pelo contrário o alimentou de humanidade e respeito, o correspondeu com a cumplicidade da amizade e consegue ver no meu ciúme intenso e constante uma necessidade de quem ama querendo proteger a pessoa amada.
Seu não foi incompleto por opção sua (ainda bem), e isso requer maturidade emocional, seu não, não veio carregado do amargo que é próprio da essência do não. Seu não veio recheado de cuidados para não machucar mais do que ele por si só já machuca, veio delicado para não doer mais do que dói, e veio grato pelo amor que lhe devoto, mesmo você não o podendo corresponder no hoje da forma que eu queria.
Não houve o abandono, pelo contrário, nos aproximamos mais e mais, reafirmando a essência mais primordial do amor, o cuidado.
Quem ama cuida, protege, independente de qualquer coisa, independente da sua reciprocidade.
Nosso amor amigo, que é verdadeiro, e nosso, e não mais só meu, é revelado pela cumplicidade do nosso cuidado um para com outro independente dos “nãos” que meus ouvidos já ouviu da sua boca. A espera do sim ainda existe, mais nem a ênfase do não nem a espera do sim é capaz de destruir o amor construído pelo zelo que a amizade constituem.
O que nos uni já não é nem o sim nem o não, mais o amor em essência, que transcende qualquer situação, quando é verdadeiro, independente do sim ou do não.
Cleiton Lima
Maranguape 10 de julho de 2015
Sobre os amigos que me estruturam Sem terem a real noção disso
Os amigos são seres indescritíveis
Habitam num local que não para de pulsar em nosso ser
E quando para, morre a carne que habitamos
Preenchem espaços que nada e ninguém podem preencher
E nunca sabemos ao certo quando se tornaram amigos
Até lembramos, as vezes, de onde os conhecemos
Quando foi a primeira vez que nos vimos, como e porque
Mais não conseguimos detectar quando e como
Eles deixaram de ser conhecidos de vista, colegas
Para chegar a essa nomenclatura “amigo”!
Nomenclatura que não compota seu significado
Nem a amplitude que isso significa
Se pedissem para definir o que é ser amigo
Confesso que que não saberia fazer
O que sei é que meus amigos habitam no solo sagrado da minha alma
Quando vivos fazem morada em meu coração
Quando verdadeiros são alvos de muitas divergências por amor
Diversos em suas diferenças e semelhanças
Fisicamente e socialmente não preciso deles para nada
Mais humanamente não vivo sem eles
Sou incompleto e cheio de vazios no qual só eles podem preencher
Eles conhecem o que digo sem que eu precise falar
Sabem ler meu olhar, o que preciso ou quero
Entendem minha lágrima incoerente
Não reprimem meu riso bobo
Se preocupam com meus erros banais sem me jugarem
E acreditam em mim quando a vida me faz desacreditar
Eles me ajudam a caminha quando não tenho para onde ir
Adoçam minha boca quando as lagrimas a salgam
Me fazem rir quando o soluço do choro me possuem
E me amam mesmo quando eu não mereço
Quando eu não sei retribuir, quando eu erro com eles
E os amo mesmo quando não consigo demostrar
Quando não consigo falar, mesmo quando me perco deles
Meus amigos vivem e me fazem se sentir vivo e viver de verdade
E ser feliz!
No ritual diário e sagrado que a vida batizou de amizade!
Cleiton Lima
Maranguape 15 de julho de 2015
Maranguape 15 de julho de 2015
Sob um ciclo de sob´s e sobres
Sob um ciclo de sob’s e sobres
Permaneço a serviço de tiPoesia que habita na vida
Permanece habitada em mim
Resguardada, guardada, serena
A canta e encantar o amor
Sob os olhos sensíveis do poeta
Sua voz ganha força e sabor
Sob as delicadas palavras do poeta
Meu amor em teu amor se completou
Sob a sua mente insana e devassa
A depravação me sujou e molhou
Sob o brilho sereno do olhar
A paixão avassaladora me tomou
Sobre os lábios desejados meu desejo
Se apossou e sob eles repousou
Sob ti não há palavras sem ter ação
Sobre as ações minhas palavras não pode dizer
Só insinua uma vez por outra pra revela
Que existe vida latente e pulsante em nosso olhar
Sobre os olhares tortos a nos repugnar
Em nossos timbres a gargalhada é nossa acalantar
Sobre minha pele tua língua habita fez moradia
Sob tua língua minha pele salga e lhe adoça a vida
Minha poesia tem carne e sangue, tem cor e vida
Minha poesia respira e geme, me morde e lambe
Me chupa e grita!
Minha poesia tem vida própria e me apropria
Minha poesia, em outras palavras
Vive em tua vida.
Cleiton Lima
Maranguape 07 de julho de 2015
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