O tempo, a mim,
tem servido apenas como cúmplice e testemunha do que no seu decorrer foi se afirmando e reafirmando em minha vida. Em minha memória, histórias consolidadas
que não voltam me deixam saudade, por outro lado historias construídas no ontem
e que até hoje permanecem vivas e forte.
O sim frágil que
se tornou um não forte. Um não forte que se tornou um sim doce. E o tempo, moleque
atrevido, sorrateiro, ficou na janela do passar da vida, testemunhando o que
realmente viria a se tornar duradouro e o que em sua essencial era passageiro.
Vidou o que em sua
gênesis era verdadeiro, o que a carne sangrou por não saber mentir, o que os olhos
choraram por não saber negar, o que as palavras decomporão para não fazer sofre
mais, o que o silencio calou para não machucar, o que a distância volta e meia
ausentou para se refletir e poder voltar, o que a vida talhou a duros golpes para
que a escultura pudesse se formar.
Da pedra bruta e
grosseira se lapida o diamante singelo, delicado e precioso, e dos desencontros
e desajuste que a vida proporciona de forma desordenada, a calmaria surgi como única
saída para o caos.
Amizade se
reconhece no vendaval de fim de verão. Chão, poeira, caos, destruição,
ventania, sol latente, destroços pelo caminho, caminho interrompido. E ao fim
de tudo, céu azul, leve brisa e recomeço. Só depois do vendaval podemos
realmente reconhecer nossos amigos. Só quem passa pelo vendaval conosco, prova
ao fogo, como o ouro, o quanto somos importantes para elas e até onde ela é capaz
de ir por nós e conosco é que podemos realmente chamar de amigo.
Quando um dos meus
vendavais passaram, em um desses fins de verão passado. A poeira ainda embaçava
minha vista, mais sua presença foi sentida com tanta força que eu sorri. Havia destroços,
por certo para reconstruir, caminhos interrompidos, sem sobra de dúvidas, havia
o caos, poeira, destruição pelo calor da ventania, mais enquanto a vista não
limpava por completo para se ter a real noção do risco, meu sorriso me embebia de
suor, lagrima e saliva, a matar a sede de vida que em mim havia.
No fim daquele
vendaval, em especial, eu descobrir que você o tinha passado comigo. Muitos desistiram,
por opção, se abrigaram pelo caminho, eu não tinha essa escolha, era preciso
seguir, com ou sem destino, e no final do caminho, você estava comigo, tinha
seguido junto, ao meu lado, por opção, por decisão, por ser amigo.
De lá para cá
foram muitos NÃOS, fortes NÃOS! Que não se tornaram amargos, pois eram NAOS de
amigo, de quem passou o vendaval comigo, e sabe o que é melhor para mim, mesmo
que eu não enxergue e não concorde com isso.
Os SINS frágeis ficaram
abrigados pelo caminho, se tornaram fortes nãos que já não me agoniam! Mais o
seu não sempre protetor, foi detentor do que em nós hoje é mais forte e forjou
nossa amizade, verdadeira, forte, resistente a vendavais, tempestades.
Sincera,
duradoura, lapidada em diamante, da pedra bruta que um dia fomos, talhada a
duros golpes, para esculpir a beleza da amizade que possuímos.
O tempo assim foi
testemunhando em seu correr, afirmando e reafirmando o quão verdadeira, sincera
e solida é a nossa amizade. Em minha memória, historias e momentos que o tempo não
apaga, inesquecíveis. Em minhas reminiscências só há saudade daquilo que ainda
não vivemos. Em meu ser grato, a gratidão de alguém que sempre teve em você um
amigo de todas as horas, sincero mesmo que a dor chegue, verdadeiro mesmo que
chova lagrimas. Essencial em minha história como é a própria vida para minha existência
exista.
Em meu ser,
Grato!
A gratidão por ser
sempre essa pessoa tão especial, tão importante e essencial para aqueles que te
amam.
Para mim que o
amo!
Ps: Parabéns meu
amigo mais que especial!!
Feliz aniversário!!
O
tempo como testemunho do que ficou e de quem ficou
Cleiton Lima
Maranguape 25 de agosto de 2015
