quinta-feira, 16 de julho de 2015

Fragmento do "Sobre a distância que insiste em nos separar e a saudade que sabiamente vem nos aproximar"


"...Antes de me entristecer pela alma de tais condenados
Que nunca se permitiram verdadeiramente provar do amor
Nunca se encantaram com o dialogo dos olhares
Nunca escutaram o falar do silencio magico do olhar meio sem graça
Nunca beijaram o sorriso antes mesmo de tocarem com os lábios
Nunca tiveram taquicardia só de ver a pessoa a distância
Nem sentiram o corpo tremulo, febril, o corpo amolecido 
Pelos sintomas anestésicos do amor acontecido
Nunca disseram eu te amo! 
Por medo que isso lhes mudasse geneticamente
Nunca ouviram eu te amo, ou se ouviram, não souberam escutar
Entenderam de outra forma, e perderam a oportunidade 
De beber na boca, da vida, gotas de felicidades faladas..."

Cleiton Lima