terça-feira, 14 de julho de 2015

Sobre os amigos que me estruturam Sem terem a real noção disso


Os amigos são seres indescritíveis
Habitam num local que não para de pulsar em nosso ser
E quando para, morre a carne que habitamos
Preenchem espaços que nada e ninguém podem preencher
E nunca sabemos ao certo quando se tornaram amigos
Até lembramos, as vezes, de onde os conhecemos
Quando foi a primeira vez que nos vimos, como e porque
Mais não conseguimos detectar quando e como
Eles deixaram de ser conhecidos de vista, colegas
Para chegar a essa nomenclatura “amigo”!
Nomenclatura que não compota seu significado
Nem a amplitude que isso significa
Se pedissem para definir o que é ser amigo
Confesso que que não saberia fazer
O que sei é que meus amigos habitam no solo sagrado da minha alma
Quando vivos fazem morada em meu coração
Quando verdadeiros são alvos de muitas divergências por amor
Diversos em suas diferenças e semelhanças
Fisicamente e socialmente não preciso deles para nada
Mais humanamente não vivo sem eles
Sou incompleto e cheio de vazios no qual só eles podem preencher
Eles conhecem o que digo sem que eu precise falar
Sabem ler meu olhar, o que preciso ou quero
Entendem minha lágrima incoerente
Não reprimem meu riso bobo
Se preocupam com meus erros banais sem me jugarem
E acreditam em mim quando a vida me faz desacreditar
Eles me ajudam a caminha quando não tenho para onde ir
Adoçam minha boca quando as lagrimas a salgam
Me fazem rir quando o soluço do choro me possuem
E me amam mesmo quando eu não mereço
Quando eu não sei retribuir, quando eu erro com eles
E os amo mesmo quando não consigo demostrar
Quando não consigo falar, mesmo quando me perco deles
Meus amigos vivem e me fazem se sentir vivo e viver de verdade
E ser feliz!
No ritual diário e sagrado que a vida batizou de amizade!

Cleiton Lima
Maranguape 15 de julho de 2015

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