Já fui
nascente que gerou o rio
Descendo
a serra rumo ao mar eu vou
De
folhas secas, chão rachado bem batido
Quebra
cabeça atrevido que o sol talhou
Em
olhos d’águas escorre meu sonho líquido
Umedecendo
meu grito que o calor calou
Do pó,
poeira, lama fiz meu vício
Barro
que outro tua carne formou
Da tua
costela me fiz eterno menino
Em teus
lábios bebi água que o rio levou
Lavei
minha alma na beira do meu suplicio
A mãe
d’água ao ver meu grito veio ao meu socorro
É em
teu corpo que eu me sinto rio
Me
aventurando a adentrar no mar
Cola de
pérolas, perfumes, anáguas branca
Iansã é
minha santa que vou visitar
Cantos
e danças ornamentam a contradança
Em
minhas mãos levando flores a Iemanjá eu vou
Flores
para Iemanjá
Cleiton
Lima
Maranguape
10 de setembro de 2014

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